9.11.08

De 676 a 690 - Não poderemos esquecer...

Cerimônia no Estádio Juvenal Lamartine com desfile em frente à Tribuna de Honra.

690.- Da segurança que oferecia a cidade, podendo-se andar a pé sem medo de assalto, por toda Natal;
689.- De encher bolas de futebol na Casa Real, onde hoje é a Assembléia Legislativa;
688.- Do Francesinha Clube, vizinho ao Estádio João Câmara;
687.- Do Rio do Baldo, onde se 'pegava' piabas e pitus d'água doce;
686.- Das travessiss para a Redinha na canoa de 'seu' Fortunato;
685.- Dos Festivais de Chopp das Lojas Maçônicas, geralmente na Assen;
684.- Das festas domingueiras no Ajópolis, Associação dos Jovens de Petrópolis;
683.- Do Alecrim Clube (Coice da Burra) e do Quintas Clube;
682.- Do puteiro de Matilde (ainda vive), na Praia do Meio;
681.- Da Sorveteria de 'seu' Aracati, na esquina da Rua João Pessoa com a Av. Rio Branco;
680.- Da primeira "choparia" de cidade: Chico Chopp, na Rua João Pessoa;
679.- Dos músicos Lelé e Mainha, que tantas alegrias deram ao foliões natalenses;
678.- Da farda do Salesiano na côr caqui, camiss com mangas compridas e com galões nos ombros que identificavam a série do aos dos alunos;
677.- Do Bar de Salete, vizinho a Rodrigues Fotógrafo, com aquêle sanitário imundo;
675.- Das festas na Casa do Estudante;
Enviadas por Carlos Augusto Queiroz e Djailson William dos Santos.
.

8.11.08

Saudosa Maloca

Éramos crianças, amávamos os Beatles e os Rolling Stones. Fazíamos parte de uma geração de ouro. Tínhamos Pelé, Garrincha, Tom Jobim, Vinícius, Chico Buarque entre muitos outros que se destacavam e se destacam até hoje. Éramos colegas, amigos. De uma união tão forte, que alguns se tornaram irmãos e hoje com certeza, temos outra turma, não de formandos, mais de uma família que teve a sua origem na Escola de Engenharia. Éramos rebeldes, corajosos, inovadores a tal ponto que nos tornamos lendários e ainda hoje somos lembrados. Contam as nossas histórias pela Universidade. Ganhamos um nome. “Turma de 70”. Alex Nascimento, Ayrton Guerreiro, Antônio Garcia, Antônio João, Augusto Guga Leal, Carlos Cortês, Carlos Limarujo, Clovis Veloso, Efábio Peixoto, Mano Dantas, Pancrácio Madruga, Francisco Roberto, Fernando Leitão, José Dantas, José Brilhante, José Williams, Klaus Nóbrega, Laio Alceu, Lulu Flor, Lúcio Flavo, Luis Gonzaga, Beto Melo, Luis de Souza, Manoel Enéas, Manoel Jackson, Maria Lúcia, Marcos Alberto, Marcos Dourado, Oriano, Paulinho Cavalcanti, Rui Santiago. Esses eram os nossos “nomes” de guerra.
O tempo passou, vamos completar trinta e dois anos de formados, permanecemos “quase” que unidos. Houve poucas mudanças, mudanças até aceitáveis quando temos conhecimento maior da genética e sabemos que algumas pessoas se modificam com a idade. Poucos modificaram de comportamento, outros fizeram plásticas, (homens) só tenho medo que inventem de colocar silicone nos peitos ou na bunda. Mas deixa pra lá, o importante é que nesta vida cumprimos (até agora) com nossa missão. Os nossos professores eram verdadeiros amigos, tão amigos a ponto de se juntarem as nossas brincadeiras e se tornarem parte da turma. Adriano Vidal, Antomar Ferreira, Antônio Melo, Aurino Borges, Clovís Gonçalves, Daniel Holanda, Dirceu Holanda, Emanoel Lago, Fernando Guerreiro, Fernando Cysneiros, Fernando Nóbrega, Genário França, Geraldo Pinho, Gilvan Trigueiro, Hélio Varela, João Maurício, Joaquim Elias, José Bartolomeu, José Bitancourt, José Pereira, Wilson Miranda, Ubiratan Galvão, Rômulo Pinto, Roberto Limarujo, Juarez Pascoal, Renato Soares, Otávio Santiago, Nilson Rocha, Nicanor Maia, Kleber Bezerra, Lindolfo Sales, Luciano Bezerra, Luciano Coelho, Luis Jorge Leal, Malef Vitório, Marcelo Cabral, Milton Medeiros, Munir Aby Farah, Newton Rodrigues, assim eram conhecidas as “feras” que nos aturaram durante cinco anos. Quero lembrar também o amigo Romeu Aranha, na época secretário da escola, que vez por outra ficava p da vida com a turma, mas é uma grande alma e logo perdoava as nossas traquinices. A nossa turma era diferente, alegre, a ponto de fazermos teatro dentro da sala de aula, e todos sem exceção faziam parte do elenco, até os professores. Certa vez José Pereira comentou que ia dar um arrocho na prova final, última do curso. Pois bem, montamos um esquema e passamos a rastrear os passos de Pereira no dia anterior a prova. Encontramos a prova rasgada em pedacinhos as onze horas da noite. Conseguimos recompor três das quatro questões. Convocamos a turma e fomos para um grupo escolar resolve-las. Chegamos todos em classe para fazermos a prova com ela já resolvida. Pereira distribui a prova e diz que são quatro questões, mas basta resolver três. Olhamos um para o outro e fizemos um ar de riso. Pereira anuncia quatro horas de prova. Aí começou o espetáculo, era gente suando frio porque o tempo era pouco, disenteria, vômitos Etc. Finalmente Pereira ficou tão nervoso, parou a prova, fez uma prelação, pediu calma e deu mais meia hora de prova. Salvaram-se todos.Em outra ocasião, entramos na sala de aula marchando, com Munir dando aula. Como a sala tava cheia até a metade, nos dirigimos em fila indiana até o final, marchando, Alex era o corneteiro. Quando íamos nos sentarmos ouvimos o grito de Muni
- PELOTÃO SENTIDO. MEIA VOLTA, VOLVER, EM FRENTE, MARCHEM.
De pronto as ordens do comandante (professor) foram atendidas. Marchamos de volta. No
comando, Alex e sua corneta (feita na boca). Chegamos na última fila de carteiras, Muni abriu à porta e gritou – A DIREITA, MARCHEM, diplomaticamente colocou todo o pelotão para fora da sala de aula. A nossa colação de grau foi uma grande festa, em conjunto com as outras escolas e faculdades, na Praça Cívica, hoje novamente Pedro Velho. O reitor era Genário Fonseca. Na hora do juramento todos estiraram o braço direito para frente. Alex era um dos primeiros da fila, em vez do braço, levanta a beca, fica de costas e mostra a bunda (estava só de beca) para todos convidados. Foi um reboliço, Genário ficou mais vermelho ainda, mas fazer o que?
Era assim a nossa maloca, alegre, amiga, atributos que graças a Deus conservamos, trinta e sete anos depois.
(Augusto GUGA Coelho Leal)
.

6.11.08

De 661 a 675: Não poderemos esquecer...

Foto: Palácio dos Esportes Djalma Maranhão.
675.- Das fugas das meninas para o Palácio dos Esportes e Ginásio Sílvio Pedroza, durante os Jogos Estudantís;
674.- Dos óculos escuros usados pelos de menor idade para assistir aos filmes de 18 anos, tentando driblar o comissário de menores;
673.- Dos garotos taradinhos roçando as pernas nas pernas das garotas quando as luzes do cinema se apagavam e as broncas destas, falando alto e o cara saindo disfarçado debaixo de vaias. Mas, indo baixar em outra fila com a mesma intenção;
672.- Das respostas automáticas quando na tela anunciava: Breve neste Cinema e alguém dizia: "Eu venho" e outra voz respondia: "De besta". E ainda tinha o último rebate: "É a mãe..."
671.- Do sufoco das garotas na compra dos ingressos na bilheteria do Rio Grande, segurando as saias que o vento levantava enquanto a turma da Tabica, sentada ao meio-fio do outro lado da Rua Assu gritava: "Eu vi (as calcinhas). É branca!;
670.- Do contorcionismo no bambelô (aquele círculo de plástico) . Requebros que eram tidos como imorais;
669.- Do som de violão onde cantávamos músicas de Fagner;
668.- Das moças passeando pelo Grande Ponto, num percurso em quadrilátero que não poderia ser repetido, pois assim ficariam "faladas";
667.- Dos passeios de bicicleta até a praia do Forte, dos quais as meninas também participavam;
666.- Das coleções de lápis e de caixas de fósforos com propagandas comerciais;
665.- Das ''soirèes'' no Aero Clube;
664.- Das matinês no Clube Albatroz da Praça Pedro Velho, especialmente para a turma dançar rock;
663.- Do Libertè e da Boate 775;
662.- Das Festas americanas na casa dos amigos;
661.- Dos primeiros biquinis, nos anos 60 chamados de ''duas peças'';
Enviadas por Daliana Nascimento, Gilnar Paiva Autran e Salésia Dantas.

.

3.11.08

Desengavetando cenários da Ribeira.

.
Por uma questão do antigo, o nostálgico me atrair a tal ponto de me envolver num clima saudosista. Divaguei no artigo sobre a Ribeira, bairro ao qual cheguei aos três anos de idade quando o meu pai ferroviário José Canuto passou a residir, já que vários setores da rede ferroviária- REFESA ficavam a poucos metros do nosso quintal na Rua General Glicério.
E naqueles prédios de grandes dimensões tive juntamente com meus onze irmãos, contato direto com locomotivas e vagões. O cheiro da lenha queimando nas caldeiras ficou impregnado nas minhas narinas. O saudoso apito do trem jamais saiu dos meus ouvidos, quando ao cair da tarde era recolhido aos galpões que hoje se encontram em decomposição, matando lentamente um passado. A Ribeira vivia o progresso com um comércio diversificado ocupando suas ruas estreitas, o porto num entra e sai constante de navios fazendo surgir firmas de despachos aduaneiros. O teatro era palco de apresentações de grandes espetáculos e dos maiores astros e estrelas do cancioneiro brasileiro.
À noite, quando as famílias se recolhiam e o comércio cerrava suas portas, um outro mundo alegrava o bairro com suas vitrolas ecoando bregas que se expandiam além das janelas das boates e cabarés iluminados pelo brilho do lamê dos vestidos e o vermelho dos batons e esmaltes complementado o look da época. Um cenário “caliente, a media luz” e embriagador, onde jovens da sociedade cursavam a universidade do prazer com direito a diploma e tudo mais.
A minha rua era cercada por uma paisagem bucólica. À frente se deslumbrava um imenso terreno com variadas árvores frutíferas e ao fundo a Lagoa do Jacó, hoje aterrada e transformada em vários blocos de apartamentos. Esta paisagem interiorana terminava ao pé da ladeira da Rádio Poti. Dali em diante, o acesso aos bairros aristocráticos do Tirol, Petrópolis e a Cidade Alta. Acompanhei passo a passo, a derrocada do bairro. O comércio literalmente naufragando, o êxodo dos antigos moradores e o manto de tristeza e abandono que cobriu as noites alegres da Ribeira. Agora, é torcer para que a revitalização do bairro realmente se instale.
(Salésia Dantas)
.

1.11.08

De 645 a 660 - Não poderemos esquecer do...

.
Ginásio 7 de Setembro e...
.
660.- Do Prof. Fagundes,diretor que quando via os alunos fazendo bagunça, botava todo mundo dentro da sala de aula, e lascava no quadro negro, verdadeiros carroções para resolver,
659.- De seu Pedro, que tocava o sino para anunciar o início e o término das aulas,
658.- Das professoras do Primário, Calpúnia, Eulália, Consuelo, Elisa e Anita,
657.- Da Profa. Natércia Maranhão, ensinando Canto Orfeônico,
656.- Do esqueleto completo que ficava na Secretaria,
655.- De William Aires da Rocha e Tião Cunha, professores de Matemática,
654.- Dos Professores de História, Alvamar Furtado e Tarcísio Medeiros,
653.- De Dona Maroquinha, fazendo croché o tempo todo,
652.- De Oscar Nogueira e Hebe Marinho, recém casados, que moraram no 2° andar, êle ensinando Desenho,
651.- De Dr. Nogueira que sucedeu Prof. Fagundes na Diretoria e sua calma,
650.- Da caderneta de anotações diárias de presença e das notas das provas, nas quais as assinaturas dos nossos pais eram freqüentemente falsificadas,
649.- Prof Coutinho de Geografia, que adorava dar nota 2, quando o aluno titubeava na resposta,
648.- Da folha de papel impressa distribuída para os alunos para as provas semestrais, onde havia lugar para nome do aluno, turma, sumário, grau(nota), ...
647.- - Das belas meninas e belos garotos, e com os quais convevíamos diariamente,
646.- De que naquela época já íamos em grupo, à pé, assistir os Jogos Estudantís em outros colégios,
Colaboração dos ex-alunos: Geraldo Gereba Melo, Jardna Cavalcanti Jucá, José Dinarte de Medeiros, Manoel de Oliveira C. Neto, Norberto Faria, e Salésia Dantas.
.