2.1.10

A Bunda Que Vale Tudo (soneto)


Pedroliveira, meu pai, e Nilson Patriota foram amigos desde a adolescência. Na juventude e durante muito tempo gostavam de se reunir para declamarem poesias, de própria autoria ou de terceiros. Nilson, que se tornou grande poeta quando jovem usava o pseudônimo de La Tequere.

Ao longo do tempo um soneto desta época, feito por Nilson ficou apenas na memória de meu pai. Por diversas vezes, após sua morte ao encontrar-me com Nilson eu repetia o primeiro verso porque não sabia os restantes e ele nunca deixava de cobrar o soneto e nunca o fiz por displicência.

Fiquei devendo isto a Nilson.

Ambos confirmaram a história do soneto: Certo comerciante do Alecrim tinha uma filha muito gostosa, mas do tipo “feia de cara, mas boa de bunda” e nos seus papos, ainda nos anos 40, sempre a viam passar pela Rua Amaro Barreto, e Nilson não perdeu a oportunidade e o soneto ficou.


A Bunda Que Vale Tudo


Quando ela passa, todo mundo espia.

Não para a cara que não é formosa

E sim para a bunda, e que bunda mimosa.

Em bunda eu nunca vi tanta magia.


Treme, requebra, anseia, rodopia,

Dentro de uma expressão maravilhosa

É uma bunda de carne cor de rosa

Da cor do Sol quando é dia.


E ela sabe que essa bunda é boa

Vai rebolando pelo mundo à toa

Deixando a multidão maravilhada.


Eu a contemplo em silêncio mudo

Não pela cara que não vale nada

E sim pela bunda que vale tudo.

(La Tequere)

4 comentários:

Iracema disse...

Neto, vale a pena divulgar esse soneto. Foi o que fiz, enviando-o para todos meus contatos.

Sérgio Bandeira disse...

Esse soneto pertence a Belmiro Braga conforme Jô Soares e está diferente do original.
Quando ela passa todo mundo espia
Não para a cara que não é formosa
mas para a Bunda que é mimosa.
Bunda nunca vi tanta magia.
Sobe, desce, requebra, rodopia
dentro de uma expressão maravilhada.
Deve ser uma Bunda cor-de-rosa
da cor do céu quando desponta o dia.
E ela sabe que sua Bunda é boa.
Vai pela rua rebolando a toa,
deixando a multidão maravilhada.
Eu a contemplo com um silêncio mudo
Embora a cara não valesse nada,
Só aquela Bunda me Valia Tudo.

Sérgio Bandeira disse...

Esse soneto pertence a Belmiro Braga e está diferente do original que diz assim:
Quando ela passa todo mundo espia
Não para a cara que não é formosa
mas para a Bunda que é mimosa.
Bunda nunca vi tanta magia.
Sobe, desce, requebra, rodopia
dentro de uma expressão maravilhada.
Deve ser uma Bunda cor-de-rosa
da cor do céu quando desponta o dia.
E ela sabe que sua Bunda é boa.
Vai pela rua rebolando a toa,
deixando a multidão maravilhada.
Eu a contemplo com um silêncio mudo
Embora a cara não valesse nada,
Só aquela Bunda me Valia Tudo.

Sérgio Bandeira disse...

Soneto de Belmiro Braga:

Quando ela passa todo mundo espia
Não para a cara que não é formosa
mas para a Bunda que é mimosa.
Bunda nunca vi tanta magia.
Sobe, desce, requebra, rodopia
dentro de uma expressão maravilhada.
Deve ser uma Bunda cor-de-rosa
da cor do céu quando desponta o dia.
E ela sabe que sua Bunda é boa.
Vai pela rua rebolando a toa,
deixando a multidão maravilhada.
Eu a contemplo com um silêncio mudo
Embora a cara não valesse nada,
Só aquela Bunda me Valia Tudo.